5 coisas que você precisa saber sobre o documentário de 4 horas sobre Elon Musk

O Festival de Cinema de Veneza sediou a estreia do novo e provocativo retrato épico do homem mais rico do mundo.

Fonte: G1 — 2026-09-14

Cena do documentário Musk, exibido no Festival de Veneza Festival de Veneza/Divulgação Alex Gibney, diretor que venceu o Oscar por "Um Táxi para a Escuridão" e "Enron - Os Mais Espertos da Sala", já fez documentários sobre algumas das pessoas mais ricas e poderosas do planeta. Mas nenhuma delas foi tão rica e poderosa quanto Elon Musk. Talvez seja por isso que o perfil traçado por Gibney sobre o empreendedor de tecnologia e chefe da SpaceX tenha proporções tão épicas. "Musk", que estreou no Festival de Cinema de Veneza na última semana, tem 225 minutos de duração e será exibido com um intervalo de 10 minutos — ou seja, são quase quatro horas dedicadas à vida e à obra do homem mais rico do mundo. Ainda assim, o tempo voa. Pouco do que é mostrado no filme é inédito, mas Gibney reúne todas as reportagens existentes em um perfil de ritmo frenético, predominantemente negativo e aterrorizantemente apocalíptico. Aqui estão cinco coisas que você precisa saber sobre o documentário — caso não tenha quatro horas livres para assisti-lo. LEIA TAMBÉM: Documentário sobre Elon Musk usa IA para simular entrevista com declarações polêmicas do bilionário Agora no g1 1. O próprio Musk não é entrevistado — mas aparece como um avatar de IA Inicialmente, Gibney tentou uma entrevista com Musk, mas, quando o projeto foi anunciado em março de 2023, Musk declarou nas redes sociais que se trataria de uma "matéria difamatória", ao que Gibney respondeu: "Como você sabe?". A solução encontrada pelo diretor foi usar um avatar de Musk gerado por inteligência artificial (IA) para repetir declarações feitas publicamente pelo empresário. A escolha é pertinente, comenta Gibney em sua narração, visto que Musk acredita na possibilidade de todos vivermos em uma simulação — um videogame jogado por nossos descendentes no futuro. O lendário músico David Byrne é uma das participações surpresa do filme Getty Images 2. David Byrne ajudou a escrever uma música do filme David Byrne coescreveu Let Me Sell You a Dream para os créditos finais do filme; a letra da música é composta inteiramente por frases ditas por Musk no passado. O título é apropriado, segundo alguns dos entrevistados de Gibney, que afirmam que Musk tende a atrair investimentos prometendo que realizações futuras imaginadas — como cidades em Marte e carros autônomos totalmente seguros — são iminentes ou já se concretizaram. "Isso não vai acontecer", diz Adam Becker, autor e astrofísico, sobre o plano de Musk de colonizar Marte. "A gravidade é muito baixa, a radiação é muito alta, não há ar e o solo está repleto de substâncias tóxicas." No entanto, Musk tem defendido consistentemente sua filosofia visionária: "Sou muito bom em prever o futuro", disse ele à revista The Economist em uma entrevista de julho. "Não sou perfeito, mas sou muito bom. As pessoas não percebem que o que digo vai se concretizar — talvez não exatamente no prazo que imaginei, mas vai acontecer." O período de Musk à frente do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos é um dos muitos aspectos de sua vida e carreira explorados Getty Images 3. A atuação de Musk na Casa Branca é explorado minuciosamente O filme sugere que Musk lidou com o governo dos Estados Unidos da mesma forma que lidou com o Twitter. Zoë Schiffer, autora de Extremely Hardcore: Inside Elon Musk's Twitter, afirma que, após Musk comprar a plataforma de rede social, aqueles a quem ela chama de seus "capangas" dispensaram a maior parte da equipe sem sequer procurar entender o que os funcionários realmente faziam. Mais tarde, à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), do presidente Donald Trump, Musk seguiu a "cartilha do Twitter", diz Schiffer, descrevendo como ele tentou — e fracassou — eliminar a dívida nacional dos EUA cortando drasticamente o orçamento de diversos departamentos; desta vez, com a ajuda de um grupo de assistentes na casa dos vinte anos que não tinham nenhuma experiência no governo. Em entrevista ao Washington Post em maio do…

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