Prompt do Claude Code usa notebook para encontrar espiões em hotéis e Airbnb
Fonte: Canaltech — 2026-10-27
O Claude Code pode ser usado para transformar um notebook em uma ferramenta de descoberta de possíveis dispositivos de espionagem em hotéis e imóveis alugados por temporada. A IA analisa redes Wi-Fi, sinais Bluetooth e realiza verificações no smartphone para procurar equipamentos suspeitos antes mesmo de o hóspede desfazer as malas.
A novidade foi divulgada no X pelo usuário @Damir_Akaza. Segundo ele, um amigo usou o script em um quarto de hotel e encontrou uma câmera oculta atrás do espelho do banheiro em apenas 90 segundos .
O prompt define o Claude Code como um assistente de segurança para check-ins que trabalha somente no modo leitura . Com isso, a IA pode realizar descobertas, mas fica proibida de acessar dispositivos, testar senhas, expor vulnerabilidades ou interagir de qualquer outra forma com os equipamentos identificados. Além disso, cada comando é explicado em detalhes para que o usuário acompanhe o processo.
Apesar de trazer mais segurança, o método não garante a identificação de todas as câmeras ocultas , pois os dispositivos que armazenam gravações em cartões SD, utilizam redes Wi-Fi próprias ou estão em redes com isolamento entre hóspedes podem escapar da detecção.
Como detectar câmeras escondidas com o Claude Code?
O procedimento é dividido em cinco etapas:
Varredura da rede Wi-Fi
Monitoramento de dispositivos Bluetooth
Verificação do smartphone
Inspeção física do quarto
Relatório com possíveis ameaças
1. Varredura da rede Wi-Fi
O primeiro passo usa ferramentas, como arp-scan e nmap, para identificar dispositivos na rede local. A análise considera endereços MAC, fabricantes associados aos equipamentos e portas de comunicação que podem ser utilizadas por câmeras de segurança.
O sistema também procura serviços relacionados à transmissão de vídeo , como o RTSP, e sinaliza dispositivos potencialmente suspeitos. No entanto, o Claude Code deve ser proibido de abrir vídeos durante a investigação.
2. Monitoramento de dispositivos Bluetooth
Na segunda fase, um script em Python utiliza a biblioteca bleak para observar transmissões Bluetooth próximas . A ferramenta faz buscas de 30 segundos a cada dois minutos, durante um total de dez minutos.
Entre os dados coletados estão informações sobre fabricantes, UUIDs de serviços e intensidade do sinal recebido. A ferramenta procura características associadas a rastreadores , como Apple Find My, Tile e Samsung SmartTag.
Como alguns dispositivos alteram seus endereços MAC com frequência, a análise também considera outros elementos das transmissões. Ainda assim, encontrar um sinal compatível não comprova, por si só, a existência de um rastreador utilizado para espionagem.
3. Verificação do smartphone
A terceira etapa verifica o celular do próprio hóspede com o Mobile Verification Toolkit (MVT), um conjunto de ferramentas de código aberto criado para ajudar a identificar possíveis sinais de invasão em dispositivos móveis.
O objetivo é encontrar indícios de spyware e outras atividades suspeitas no aparelho. No entanto, a ferramenta não identifica todos os tipos de aplicativos espiões automaticamente. Além disso, suas funções variam de acordo com o sistema operacional, o modelo do celular e os dados que podem ser acessados.
4. Inspeção física do quarto
Se a rede Wi-Fi impedir a identificação de outros dispositivos conectados, o assistente orienta o hóspede a complementar a análise com uma inspeção visual .
O checklist inclui espelhos, saídas de ar-condicionado e objetos posicionados de maneira a permitir uma visão direcionada para a cama ou outras áreas privadas. Uma lanterna pode ajudar a examinar pequenos orifícios e objetos com características incomuns.
Essa etapa é importante porque nem todas as câmeras usam Wi-Fi ou Bluetooth. Alguns equipamentos também gravam as imagens no próprio dispositivo e, por isso, podem não ser identificados pelas buscas digitais.
5. Relatório com possíveis ameaças
Ao final, o Claude Code organiza os resultados em uma tabela de…
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