'Dominar toda a internet', 'matar seres humanos': o que já disseram executivos e especialistas sobre os riscos da IA

Executivos do setor, organizações e ativistas passaram a defender mais cautela no avanço da tecnologia diante de riscos de segurança.

Fonte: G1 — 2026-09-15

Diversas cidades tiveram marchas contra a inteligência artificial ao longo do último ano Getty Images via BBC Nos últimos meses, executivos de grandes empresas de tecnologia, ativistas e organizações não governamentais passaram a defender uma pausa no avanço da inteligência artificial para tornar seu desenvolvimento mais seguro. Por que empresas que aceleraram a corrida da IA agora defendem pisar no freio; entenda o que está por trás disso 'Freio' na IA? Debate leva gigantes da tecnologia ao radar dos investidores; ações operam mistas Muitas dessas falas expressam preocupação com a possibilidade de a inteligência artificial ganhar poder excessivo sobre a internet e até "matar seres humanos". Além disso, elas defendem a criação de órgãos internacionais para estabelecer regras e padrões de segurança para o desenvolvimento da tecnologia. Relembre abaixo algumas dos comentários públicos sobre os riscos da IA: Dario Amodei, CEO da Anthropic CEO da Anthropic pede que setor desacelere ritmo de desenvolvimento da IA Em artigo publicado em 12 de setembro, o CEO da Anthropic, criadora da IA Claude, pediu que as empresas de inteligência artificial moderem o ritmo de avanço das capacidades de seus modelos diante do aumento das preocupações com o uso indevido da IA. "Dada a aceleração do desenvolvimento de capacidades de IA, me preocupa que, em 6 a 12 meses, tal enxame possa ser capaz de dominar toda a internet. Se não for controlada, pode ultrapassar nossa capacidade de entender e controlar esses sistemas, e por isso seu desenvolvimento deve avançar com muito cuidado, se é que deve avançar", escreveu Amodei. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O discurso também foi defendido por executivos de empresas que concorrem com a Anthropic, como Sam Altman, CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT; Elon Musk, dono do X e da empresa de IA xAI; e Demis Hassabis, presidente do Google DeepMind. Sam Altman, CEO da OpenAI Ao concordar com a declaração de Amodei, o CEO da organização que comanda o ChatGPT disse que é preciso "marcar um ritmo da fronteira" de IA. " Esse tem sido um tema principal das discussões que tivemos na OpenAI. Comprometer-se a ter avaliadores independentes com acesso semelhante ao dos funcionários é uma ótima ideia, e faremos o mesmo. Teremos mais para compartilhar em breve", escreveu Sam Altman. A empresa anunciou, no início de agosto, que estava desacelerando o desenvolvimento de seus modelos de inteligência artificial enquanto reformula seus sistemas de pesquisa e treinamento após agente em teste invadir sistemas de outra empresa. REPERCUSSÃO: Trump minimiza riscos, China vê ameaças e UE pede segurança "É o primeiro incidente de (ciber)segurança que me provocou uma reação visceral", reconheceu Altman em uma entrevista para o podcast "Invest Like The Best". "Mas, a longo prazo, surge a pergunta sobre o que fazer caso nos deparemos com um novo ritmo de avanço" da IA, explicou, em um contexto em que "poderíamos ter que desacelerar o ritmo de desenvolvimento da IA para dar tempo suficiente à sociedade para lidar com essas novas capacidades". Jacob Coxon, ex-pesquisador da OpenAI e da Anthropic Também em setembro de 2026, Jacob Coxon, pesquisador britânico de inteligência artificial de 27 anos, deixou a indústria acusando a OpenAI e a Anthropic de “brincar com as nossas vidas”. Coxon havia trocado a OpenAI pela Anthropic por considerar a empresa mais prudente. "Nenhuma das empresas está agindo de forma responsável. Elas estão correndo diretamente em direção a uma superinteligência capaz de se aprimorar sozinha e estão apostando com nossas vidas", escreveu Coxon na rede social X. "As pessoas que estão construindo a IA acreditam sinceramente que ela pode matar todos até o fim da década. Isto não é uma jogada de marketing", acrescentou Coxon. Evan Hubinger, diretor de segurança na Anthropic, deu razão a Coxon no X. "Nós realmente acreditamos que a IA pode matar seres humanos". Em caráter pessoal, ele calculou…

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