Lojas viraram vitrines da internet? Entenda como os brasileiros estão mudando a forma de comprar
Levantamento revela que consumidores transitam cada vez mais entre lojas físicas e digitais. Preço, promoções e disponibilidade dos produtos influenciam a decisão de compra e desafiam o comércio tradicional.
Fonte: G1 — 2026-10-16
Segundo a primeira edição do Radar Smollan, realizada em agosto deste ano, 76% dos entrevistados afirmaram já ter visto um produto em uma loja física e comprado pela internet posteriormente Divulgação Como mostrou o g1 em agosto, o comércio varejista tem enfrentado dificuldades para fechar as contas. Reduzir o número de lojas, cortar custos e investir em operações mais eficientes se tornaram parte das estratégias para reverter os números ruins. Outro motivo para essa revisão das operações é a mudança no comportamento do consumidor. Ele pesquisa preços na internet, visita lojas para conhecer os produtos e, muitas vezes, finaliza a compra no comércio eletrônico. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esse comportamento, conhecido como "showrooming", ajuda a ilustrar um dos desafios do varejo tradicional: 🤔 Como manter a relevância das lojas físicas em um mercado no qual os consumidores comparam preços com facilidade e têm cada vez mais opções on-line? Enquanto marketplaces e plataformas digitais ampliam a concorrência e pressionam os preços, o comprador enfrenta um aperto financeiro com os juros elevados e crédito caro, que limitam o espaço das famílias para consumir. Nesse cenário, a loja física está perdendo espaço para o comércio eletrônico ou ganhando um novo papel na jornada de compra? Uma pesquisa da Smollan, empresa de soluções para o varejo, mostra como a jornada de compra já combina os ambientes físico e digital. Segundo pesquisa da empresa, realizada em agosto deste ano, 76% dos entrevistados afirmaram já ter visto um produto em uma loja física e comprado pela internet posteriormente. O movimento também ocorre no sentido inverso: 81% disseram pesquisar na internet antes de realizar uma compra em uma loja física; 87% afirmaram já ter entrado em uma loja para comprar um produto e saído com outro. O levantamento reuniu 1.828 conversas com consumidores de 156 cidades, distribuídas por 25 estados. "O digital mudou a forma como o consumidor chega à loja, mas não reduziu a capacidade do ponto de venda de influenciar a escolha", afirma Renato Vechiatto, diretor de operações (COO) da Smollan para a América Latina. “O consumidor chega à loja mais informado e, muitas vezes, já tem uma decisão encaminhada. Ainda assim, fatores como preço, disponibilidade, promoções e experiência de compra podem influenciar sua escolha. Para as marcas, isso reforça a importância de garantir que os produtos estejam disponíveis e bem apresentados nas lojas”, afirma Vechiatto. Por que o consumidor ainda vai à loja física? Mesmo com a facilidade de pesquisar preços e comprar pela internet, ver o produto pessoalmente continua sendo um dos motivos para visitar uma loja. Na pesquisa, 46,1% dos entrevistados apontaram essa experiência como um fator importante para ir ao ponto de venda. Outros 29,2% destacaram a vantagem de sair da loja com o produto em mãos. 🥘 A preferência pelo canal varia conforme a categoria: Para comprar carne, 93,4% dos consumidores preferem lojas físicas; No caso de hortifrútis, o percentual chega a 92%. 📱 Já no segmento de eletrônicos, as preferências são mais divididas: 39,6% optam pela loja física; 39% alternam entre os canais; 22% compram pela internet. A diferença mostra que a experiência presencial continua relevante, mas seu peso depende do produto e das necessidades do consumidor. Em alguns casos, tocar, experimentar ou avaliar pessoalmente um item ajuda a reduzir a insegurança antes da compra. Em outros, a praticidade e a possibilidade de comparar preços on-line podem ser determinantes. Para Vechiatto, os canais não precisam competir entre si. O varejista pode usar a loja para oferecer uma experiência que o ambiente digital não proporciona da mesma forma e, quando não consegue igualar o preço on-line, apresentar alternativas para concretizar a venda. “Nem sempre será possível cobrir o preço do comércio eletrônico, mas é possível oferecer outras alternativas, como crediário, seguro e acessórios, ou até…
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