Polar Street X entende meu exercício melhor do que eu entendo o smartwatch

Fonte: Canaltech — 2026-09-08

Depois de anos acostumado a smartwatches “tradicionais”, colocar o Polar Street X no pulso me causou um certo estranhamento. São cinco botões físicos, ícones que parecem de um relógio “genérico”, menus sem uma boa organização e uma lógica de navegação que demora para entrar na cabeça.

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Mesmo depois de vários dias de uso, ainda me peguei procurando funções que sabia que estavam em algum lugar do relógio. Algumas vezes, precisei simplesmente explorar os menus até encontrá-las.

Só que basta começar uma corrida para o Street X mostrar uma face completamente diferente. As informações importantes ficam claras, os números passam bastante confiança e, ao terminar o exercício, há uma quantidade enorme de dados úteis à disposição.

Foi essa contradição que mais me chamou a atenção durante os testes: como um relógio tão bom para monitorar atividades físicas pode ter uma interface tão complicada?

Talvez a resposta esteja na sua proposta. Depois de usá-lo, passei a enxergar o Polar Street X muito mais como um fitness tracker extremamente avançado que também funciona como smartwatch do que como uma alternativa ao Galaxy Watch ou Apple Watch.

Na hora do exercício, tudo muda

Usei o Street X principalmente em caminhadas, e foi justamente nessas situações que mais gostei do relógio. Passos, cadência, frequência cardíaca e GPS passaram bastante confiança, sem números suspeitos que me fizessem desconfiar da precisão do monitoramento.

O GPS, em especial, foi muito preciso. Ao conferir posteriormente os trajetos registrados, o caminho no mapa correspondia muito bem ao que eu realmente havia percorrido, sem desvios relevantes. Por ter a tecnologia integrada, ele funciona independente do celular quando você faz exercícios ao ar livre.

Durante o exercício, a interface também deixa de ser um problema. As informações essenciais ficam fáceis de consultar, com navegação mais simplificada.

Essa diferença é importante porque chamar simplesmente a interface do Street X de ruim pode soar injusto. Quando estou caminhando, ela funciona. É quando preciso explorar o relógio que começam os problemas.

O Street X exige que você aprenda a usá-lo

A organização dos menus foi o que mais me incomodou. Há ícones com aparência antiquada, telas que parecem seguir lógicas diferentes e funções que nem sempre estão onde eu esperaria encontrá-las.

Mesmo após vários dias, ainda havia momentos em que precisava procurar uma configuração ou função. É o caso, por exemplo, da frequência cardíaca. Teve um momento em que quis fazer uma medição pontual, e simplesmente não achei a opção. Só depois de um tempo fui encontrar o menu que mostra apenas o monitoramento contínuo.

Como disse antes, estou acostumado a relógios mais tradicionais, como Apple Watch e Galaxy Watch . Neles, tudo parece mais intuitivo, fácil de encontrar. No Polar, é preciso aprender a usar o relógio.

Os cinco botões físicos são um ótimo exemplo. Eles fazem muito sentido durante exercícios, quando tocar na tela pode ser menos prático. Só que, nas primeiras atividades, até pausar, retomar ou encerrar um treino exigiu alguma descoberta.

A sensação inicial foi quase de "vai apertando até descobrir". Depois que a lógica fica clara, funciona. A questão é quanto o relógio exige do usuário até chegar a esse ponto.

O Polar Flow repete o mesmo paradoxo

Eu esperava que o aplicativo Polar Flow fosse o lugar onde toda aquela quantidade de informações se tornaria mais simples de consultar. Em parte, ele repete o problema do relógio.

Encontrar informações de sono, por exemplo, é bastante fácil. Já para chegar aos detalhes de uma caminhada, precisei explorar mais os menus.

Em determinado momento, eu sabia que o GPS tinha registrado muito bem uma atividade, mas simplesmente não conseguia encontrar o mapa daquele trajeto no aplicativo. Quando finalmente achei, veio novamente a melhor parte da experiência com o Street X.

Ali estavam o mapa,…

[Matéria original de Canaltech — clique em "Fonte" abaixo para ler na íntegra.]

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